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Prezados Clientes,
Comunicamos que a Discurso Editorial estará em recesso no período de
19/12/2008 à 11/01/2009 e, por este motivo, não serão processados os
pedidos realizados neste período.
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Introdução ao Estudo de Santo Agostinho
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“A cada passo, o historiador do pensamento medieval reencontra Santo Agostinho de quem, igualmente como Aristóteles, toda doutrina invoca a autoridade para se estabelecer ou para se confirmar. Entre os pensadores que solicitam seus textos em diversos sentidos, a ponto de por vezes serem contraditórios, quem permanece fiel à orientação autêntica de seu pensamento, e em que medida? Questão que renasce sem cessar e cuja solução, tanto quanto for possível, supõe como já conhecida em si mesma a doutrina de Santo Agostinho. Logo, como tantos outros, nós sentimos a necessidade de retornar à fonte e de estudar o agostinianismo do próprio Santo Agostinho, para, em seguida, compreender melhor o de seus sucessores. Daí o trabalho que, após muitas incertezas, submetemos ao público.”
Autor: Étienne Gilson
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Estudos de Ética Antiga |
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Os artigos reunidos neste livro têm por tema a ética grega antiga. Escritos nos últimos dez anos, eles respondem a questões relativas ao fenômeno moral que se pode localiza no pensamento grego antigo e que dizem respeito não somente à história das idéias, mas fazem parte da reflexão sobre a ética enquanto disciplina filosófica. As respostas que são sugeridas a esses problemas, como fica evidente já pelo sumário, estão fortemente influenciadas pelo aristotelismo e se pode mesmo considerar estes ensaios como mais uma tentativa de pôr a reflexão de Aristóteles no centro dos debates filosóficos contemporâneos sobre a ação e a moral. O fio condutor é a reconstrução de uma teoria da ação na qual a razão, sob a forma de deliberação prática, tem o papel preponderante na descoberta do que deve ser feito. Porém, em que consiste a deliberação? O que sabe aquele que delibera bem? É a deliberação um acordo de opiniões, uma espécie de sucedâneo quando o saber não está disponível, ou é um procedimento racional de obtenção da verdade no domínio das ações? Os ensaios presentes neste livro procuram elucidar, do ponto de vista de uma teoria da ação e de uma reflexão filosófica sobre a moral, de que modo os gregos pensaram a deliberação como o procedimento por excelência da razão na descoberta da verdade prática.
Autor: Marco Zingano
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Razão em Exercício, A - Estudos sobre a filosofia de Agostinho
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Um livro sobre a filosofia e a obra de Agostinho deve observar suas razões para não compor um sistema filosófico. A unidade da obra deve-se a uma concepção de filosofia como permanente exercício da razão. Os exercícios, no duplo sentido em que a razão ali se exerce e ali se exercita, mostram que a filosofia é um projeto de busca da sabedoria, progressivamente consciente de seus limites e de sua incontornável dependência. Daí decorre a impossibilidade de um sistema doutrinário que tivesse pretensões ao esgotamento de um projeto sapiencial, nos marcos de uma razão insuficiente. Se há uma doutrina, esta será para Agostinho não a sua própria, mas a doutrina cristã; o filósofo entenderá que sua tarefa é a permanente inquirição, em vista da elucidação daquela doutrina.
Entretanto, a verdade ali contida não se apresenta à razão senão como desafio a ser enfrentado em todos os domínios da filosofia. Pode parecer paradoxal que um autor que valorizava a fé e afirmava a verdade das Escrituras seja lido como avesso a um sistema filosófico; mas trata-se de fazer a distinção entre os conteúdos nos quais uma verdade suprema se deixa e o exercício de uma razão consciente de seus limites.
Autor: Moacyr Ayres Novaes Filho |
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Questões de Filosofia Comtemporânea |
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"As questões tratadas neste volume são as mais diversas. A trama da
comtemporaneidade é aqui tecida por muitos fios: antologia, metafísica,
política, história, direito, literatura, tecnologia e pintura. É a filosofia
lidando com um conjunto complexo de problemas do mundo comtemporâneo. O leitor
perceberá algo presente em muitos dos textos que seguem: o engajamento. Marca
do pensamento francês do século XX, mas não restrito a ele, o engajamento não
é
pensado como o abandono da teoria em favor da prática. Pretende-se, ao
contrário, sublinhar a indissociabilidade de ambas, retomar o engajar-se no
pensamento, fazer a filosofia se debruçar sobre as questões de nossos dias e
permitir o diálogo do historiador da filosofia com as produções de outros ramos
do trabalho intelectual. Sem isso a filosofia correria o duplo risco de,
alçando-se ao epiciclo de Mercúrio, não compreender as pantomimas do homem,
como diria a personagem de Diderot, e, por outro lado, lançada no mundo,
perder-se na multidão de problemas. Trata-se de uma noção viva de filosofia
que, nutrindo-se do diálogo com outras disciplinas, continua a ter o que dizer
e o que ouvir."
Autor: Anderson Gonçalves, Débora Morato Pinto, Luiz Damon Santos Moutinho,
Paulo Vieira Neto e Rodrigo Brandão (Organizadores)
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Estudos de filosofia e história das ciências biomédicas |
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"Porque se dedicar à história e filosofia das ciências biomédicas no contexto
científico atual? Em que medida a história e filosofia das ciências possuem um
compromisso com a ciência? Se este compromisso existe, ele é aceito pela
ciência? Existe uma discussão possível entre história, filosofia e ciência
capaz de inserir-se no contexto atual do conhecimento científico? Estas são
algumas das questões que nos inspiram a compor esta obra e as quais gostaríamos
de compartilhar com todos aqueles que, preocupados em compreender os caminhos
da ciência atual, buscam através da reflexão histórica e filosófica, se não uma
resposta, ao menos uma reflexão sobre a teoria e prática do conhecimento
científico... "
Autor: Marisa Russo e Sandra Caponi (Orgs.)
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Nietzsche abaixo do Equador |
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"Constelações é uma boa palavra, quando se trata da recepção de Nietzsche na
América do Sul. Constelações de maneiras de conceber e interpretar a filosofia
nietzschiana, que não formam nem poderiam formar sistema, mas que revelam, em
que pese a diferença de abordagens, pontos em comum.
Até o final da década de 80, nós e nossos vizinhos vivíamos num curioso estado
de isolamento. Nós tivemos por interlocutores tradicionalmente a França, a
Alemanha e, bem mais tarde, a Inglaterra e os Estados Unidos; nossos vizinhos,
a Espanha - como era de esperar.
É, pois, perseguindo o intuito de contribuir para a construção da comunidade
filosófica na América do Sul, que hoje trago a público este volume."
Autor: Scarlett Marton (Org.)
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